Imóveis residenciais ou comerciais: onde você deve investir?

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investimento em imóveis é uma excelente alternativa para quem está procurando construir um patrimônio sólido, capaz de se valorizar com o tempo e de oferecer uma boa renda extra. Mas com tantas opções no mercado imobiliário, é preciso considerar as características de cada uma e avaliar a conveniência para cada tipo de investidor.

Hoje, vamos ajudar você a decidir entre as possibilidades existentes. Esse post irá avaliar os investimentos em imóveis residenciais e comerciais, criando as bases para que você faça um comparativo e tome a melhor decisão. Acompanhe:

Imóveis residenciais

O mercado de locação de imóveis residenciais é caracterizado por contratos com duração mais curta do que os comerciais, criando a possibilidade de reajustes maiores sempre que terminam. No caso de locações por temporadas — que são aquelas por períodos inferiores a 90 dias —, as possibilidades de reajustes são ainda maiores.

Essa linha de investimento oferece, por si, uma imensa variedade de tipos de imóveis, e cada um deles é apropriado para um perfil de inquilino. Confira quais são as principais possibilidades:

Casas

Normalmente, as casas são imóveis alugados por famílias e alcançam valores mais elevados do que os cobrados nos aluguéis dos apartamentos de mesmo padrão construtivo. Isso porque elas costumam ter áreas também maiores do que os apartamentos e oferecem mais conforto aos moradores.

Para considerar esse tipo de imóvel, porém, é preciso verificar as características do lugar onde a casa está, a fim de certificar se são compatíveis com a demanda existente na região. Se estivermos falando de imóveis em condomínios fechados, por exemplo, é possível que haja demanda ali que justifique um investimento.

Por outro lado, se a casa fica em um bairro, é preciso pesquisar se ali há procura por imóveis e se os valores dos aluguéis são compensadores. Por vários fatores, inclusive aqueles relacionados à segurança, a procura por casas em bairros onde existam edifícios residenciais tende a ser menor do que a por apartamentos.

Apartamentos

Um dormitório

Os apartamentos com um dormitório são mais procurados por estudantes e jovens executivos ou, então, destinados à locação por temporada. Portanto, é preciso avaliar se a localização é compatível com as possibilidades de locação.

Imóveis desse tipo que estão próximos a faculdades costumam atender à demanda estudantil, ao passo que aqueles localizados nos centros empresariais servem mais aos executivos. Para a locação por temporada, seja qual for o tipo de propriedade, é interessante que ela esteja em algum lugar que ofereça atrativos turísticos.

Dois dormitórios

Apartamentos com dois dormitórios costumam ser procurados por estudantes ou por jovens casais. No primeiro caso, repete-se a análise anterior.

Contudo, se o imóvel for atender a jovens casais, é importante considerar outros aspectos de comodidade na hora de escolher. A proximidade com centros comerciais e a disponibilidade de serviços essenciais ou de transporte público são alguns dos pontos a serem observados.

Três dormitórios

Os imóveis com três dormitórios destinam-se às famílias com poucos filhos. Para atender a esse perfil de inquilino, a escolha do investidor deve considerar aqueles fatores da comodidade e, também, outros que digam respeito ao lazer e ao conforto. Afinal, apartamentos em condomínios com área de lazer são os preferidos por famílias.

Quatro dormitórios

Apartamentos com quatro dormitórios se destinam a atender famílias maiores ou com filhos adolescentes e adultos. Também vale a pena considerar as propriedades que ofertem comodidades para o dia a dia e itens de conforto, como os existentes nas áreas de lazer.

Nessa linha, há os imóveis de alto luxo, que se destinam a um público bastante específico. Antes de investir no segmento, é preciso ter a certeza de que há demanda por locação na região eleita.

Imóveis comerciais

Os imóveis comerciais exigem contratos de locação mais longos do que os residenciais e, assim, as renovações são menos frequentes. Dessa forma, as possibilidades de reajustes devem respeitar aquilo que os contratos permitem, sendo que a demanda pelos imóveis fica condicionada, muitas vezes, à saúde da economia.

Ou seja: em tempos de economia complicada, quando mais empresas encerram as atividades ou reduzem o ritmo dos negócios, pode haver uma taxa de desocupação maior das propriedades comerciais. Nesta categoria, vamos analisar as lojas e as salas, que são os imóveis de maior procura para locação:

Lojas

Na maioria das vezes, as lojas se destinam a abrigar empresas que têm atendimento voltado diretamente para o público. Geralmente, elas estão localizadas em regiões que são identificadas com um determinado setor.

Existem, por exemplo, os bairros tipicamente moveleiros, enquanto outros são voltados para a moda. Há ainda os que são predominantemente ocupados por bares e restaurantes, além dos de comércio misto, entre outras possibilidades.

Portanto, a primeira análise a ser feita pelo investidor é quanto ao ponto. É preciso ter certeza de que determinado ponto seja, de fato, conveniente para um segmento e se há espaço para novos empreendimentos no local.

Nesse aspecto, vale uma ressalva. Eventualmente, uma loja em um local que abriga um segmento específico de mercado pode servir a outro tipo de negócio, abrindo perspectivas interessantes.

Em uma região de moda, pode haver escassez de lanchonetes, o que tornaria oportuna a existência dessa modalidade de comércio no lugar. Um estabelecimento que servisse a esse propósito ofereceria ótima possibilidade de locação, considerando que o sucesso do empreendedor seria bastante provável naquele ponto.

Salas

Grande parte das salas está em centros comerciais, mas também existem aquelas que servem a determinados segmentos. Nas regiões hospitalares, a maioria delas é utilizada por médicos, empresas ou prestadores de serviços relacionados à área da saúde. Da mesma forma, os advogados ocupam a maior parte das salas que estão próximas aos fóruns.

Outro segmento que merece atenção é o de andares corridos. Eles são procurados por grandes empresas que demandam espaços amplos e podem representar ótimos investimentos.

A melhor opção

Como vimos, os imóveis residenciais implicam em contratos mais curtos. Assim, quando as locações chegam ao fim, é possível fazer reajustes maiores do que aqueles previstos nos contratos. Além disso, a ocupação é menos dependente da situação da economia.

Contudo, é maior a frequência na prospecção de inquilinos e na elaboração de novos contratos, sendo que esse trabalho é ainda mais intenso quando o aluguel é por temporada. Já os contratos de imóveis comerciais são mais duradouros, mas permitem menos reajustes e são mais dependentes da situação da economia.

Portanto, cabe ao investidor definir o que é mais conveniente para ele. Se a ideia é ter a possibilidade de obter mais reajustes e ficar menos dependente da economia, o imóvel residencial é interessante. Porém, é preciso considerar que a administração pode ser mais trabalhosa.

Por outro lado, se a intenção é alugar por longos períodos, os imóveis comerciais são as melhores escolhas. Isso porque permitem reajustes menos frequentes e estão mais sujeitos às variações da economia. Porém, as locações comerciais são mais duradouras.

Gostou desse post e quer obter mais informações sobre a locação de imóveis residenciais e comerciais? Deixe seu comentário aqui no post: nossos especialistas estão à disposição para ajudá-lo!

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